segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Engorda da Praia de Ponta Negra em Natal

  Nos últimos dias, muito tem se falado sobre a obra de engorda da Praia de Ponta Negra em Natal. Este projeto, que visa aumentar a faixa de areia da praia, é de extrema importância para a cidade e seus moradores. Com a ampliação do espaço, os natalenses poderão desfrutar ainda mais desta praia paradisíaca, que é um dos cartões-postais mais famosos do RN.

 A previsão é que a faixa de areia da Praia de Ponta Negra fique bem considerável, mesmo na maré alta. Isso não só proporcionará mais espaço para os frequentadores, mas também ajudará a combater a erosão que ameaça áreas importantes, como o belíssimo Morro do Careca. O desgaste costeiro tem sido um problema crescente, e essa intervenção é essencial para preservar a beleza natural da praia.

 Acredito que além dos benefícios para os moradores locais, a engorda da praia deve valorizar ainda mais o turismo na região. Pois, poderá atrair mais visitantes, melhorar a infraestrutura local e, consequentemente, impulsionar a economia da cidade. O turismo é uma das principais fontes de renda de Natal, e projetos como este são fundamentais para manter a cidade competitiva frente às demais capitais do Nordeste.

 Intervenções urbanas bem pensadas podem trazer múltiplos benefícios para a comunidade. Ao aumentar o espaço disponível para lazer, garante-se que futuras gerações possam continuar a desfrutar da praia com mais alegria.

 Portanto, quero acompanhar de perto o progresso dessa obra. A Praia de Ponta Negra é um verdadeiro patrimônio para a cidade do Natal.

  Bom mesmo é morar onde os outros sonham em passar férias.

Acesse também: https://www.youtube.com/@drdalingua 

sábado, 24 de agosto de 2024

Esperando a felicidade

A construção da felicidade não está baseada apenas naquilo que você ainda não alcançou. 

A felicidade está na substância daquilo que você já construiu. 

Uma prova disso é você pensar nas suas conquistas. 

Faça esse exercício. Pense no que conquistou. Isso te faz bem!

Celebre o hoje. 

Deixar para ser feliz amanhã pode ser que você, realmente, só seja feliz amanhã. 

Nada mais incerto do que o amanhã.



domingo, 18 de fevereiro de 2024

Por que se tem “feira” nos nomes dos dias da semana?

Domingo, segunda, terça, quarta…

Por que os dias da semana são chamados dessa forma? E por que se diz quinta-feira, por exemplo, feira nos dias úteis? De onde vem a tradição de organizar os dias em sete unidades? Os quais são fixados no calendário como uma semana.

O uso do termo semana na língua portuguesa surgiu provavelmente por volta do ano 1200, mas sua origem remonta há bem antes. Tudo indica que o conceito de “semana” vem dos babilônios. Posteriormente, o termo foi adotado pelos gregos, os quais nomearam esses períodos com base no número sete. Assim, o nome semana tem relação com o número sete, uma vez que se deriva do grego hepta e, tempos depois, do latim septímana.

Já as formas como chamamos cada dia da semana têm motivações que vêm, por exemplo, da astrologia e do cristianismo. A astrologia tinha forte influência sobre os romanos, por isso os nomes foram tomados de astros e, também, de deuses. Em espanhol, por exemplo, segunda-feira é lunes, homenaje a la luna: dia da lua. Ao passo que a terça-feira é martes, deus da guerra, que os romanos chamavam de Marte; quarta-feira é miércoles, em homenagem à mercúrio, deus do comércio; quinta-feira é jueves, em referência a júpiter; e sexta-feira, viernes, associado a Vênus.

Já o sábado, inicialmente, foi associado ao dia de saturno pelos romanos. Só que depois, com o crescimento do Cristianismo, o sábado passou a designar o sabbatum, proveniente de sabath “descansar”, ou seja, o dia da semana voltado para o descanso pelos judeus. Quanto ao domingo, em latim, este se chamava solis dies (dia do sol), mas os cristãos trocaram para dominicus (que designava o dia do Senhor, dies dominus).

Quanto ao termo “feira”, utilizado nos dias da semana em português, vem do latim e significa “dia de descanso”. Como assim? Se “feira” remete a descanso, por que se utiliza “feira” somente nos dias úteis? O nome “feira” – que utilizamos para designar os dias da semana – tem origem no latim.  Tudo começou por volta do séc. VI, logo após um concílio da Igreja Católica, na cidade portuguesa de Braga.

A origem do nome “feira” vem “feria”, em latim, cujo significado era “dia de descanso”. Muito controverso, né? Já que “feira” aponta para os dias da semana em que se há trabalho, ou seja, os dias úteis, e não remete a descanso.  Pois bem, nessa reunião da Igreja Católica, em Portugal, discutiu-se a insatisfação da Igreja em homenagear os dias da semana com nomes de deuses pagãos, ou seja, esses deuses não eram aceitos ou reconhecidos pela Igreja.



E esta fórmula de se aplicar feria, que originalmente seria dia de descanso, aos dias úteis é uma regra válida apenas para a Língua Portuguesa. Tudo teve início, pelo o que se sabe, quando o Bispo Martinho de Braga, importante nome da Igreja, há época, ordenou que todo cristão deveria repousar/descansar nos dias da Semana Santa. Em outras palavras, durante a semana santa, adicionou-se, em Portugal, o nome “feria” aos dias da semana para simbolizar o descanso. Mas, com um tempo, os portugueses fixaram o termo “feira” ao nome dos dias normais de trabalho. Com exceção do sábado e do domingo. Dessa forma, nomes de astros e deuses foram margeados e a sequência segunda, terça, quarta, quinta e sexta se sobressaiu, acrescidos de “feira”.
Como vimos, o sábado da LP vem do hebreu, que significa descanso dos judeus; e o domingo permaneceu do latim: Dies Dominicus, dia do senhor. Vale lembrar que desde o séc. IV, o imperador romano Constantino estabeleceu que as semanas teriam sete dias, iniciando-as pelo domingo, dada a forte influência da bíblia, afinal, conforme as escrituras, Deus criou a terra em seis dias e descansou no sétimo dia.
Assim, constata-se que os deuses foram deixados à margem pela língua portuguesa, mas se mantiveram fortes em outras idiomas. No inglês, por exemplo, além dos deuses, como Tyr, que dá origem a tuesday (terça-feira) e Thor (quinta-feira), thursday, os astros também são homenageados, a saber: sunday, domingo, dia do sol; monday, segunda-feira, dia da lua. E por aí vai…
 
 
Alan M. César
Professor, Escritor e Doutor em Linguística.



 

domingo, 15 de outubro de 2023

Dia do Professor

O Dia do Professor é um dia de homenagem à profissão mais linda e importante de todas, mas que merece reflexões. Trata-se de uma ocasião que a gente fala de muita coisa boa: das qualidades que nós, professores, temos. Mas há algumas coisas que não se podem deixar de lado neste dia: a valorização e o respeito aos professores.

Pois, se há valorização, atrairemos bons professores, os melhores mestres, capazes de fazer esse país chegar longe. Se há respeito aos professores, teremos alunos mais atentos, mais críticos e mais sábios.

Um grande desafio, hoje, é lidar com os alunos que se sentem donos da sala de aula, que praticam bullying com os colegas e, ainda por cima, têm o apoio dos pais. Isso é certo? O que fazer? 

No mais, se o seu sonho é ser professor, não desista. Junte-se a nós. Não é uma batalha fácil, mas é possível. Não caia nesta conversa de que não vale a pena a docência, vale sim, se este for o seu desejo. O discurso de descrença nesta profissão contribui para o fracasso da nossa nação.

Ser professor é motivo de muito orgulho! Portanto, parabéns para quem nasceu com o dom de compartilhar conhecimento e para você, também, que reconhece e respeita essa tão nobre missão.

Feliz Dia do Professor.

 


Versão em vídeo: https://youtu.be/c_gopViFJNw?si=M9Ax0UMqMta6hAg2

#diadoprofessor #professor #15deoutubro #valorizacao #respeito #drdalingua #mestre #alunos #sabedoria #conhecimento


domingo, 8 de outubro de 2023

De onde vêm os termos MOEDA e DINHEIRO?

 

Alan M. César

Professor, Escritor e Doutor em Linguística.

youtube.com/@drdalingua

 

Desta vez, vamos falar sobre a origem da palavra MOEDA. Consequentemente, esse assunto nos revela como surgiu o dinheiro. Ficou curioso?

MOEDA é uma peça de metal, redonda, fabricada pelo governo para ser usada como meio de pagamento ou para fazer transações monetárias. Aqui no BRASIL, uma das MOEDAS mais comum em circulação é a de um real. Não dá para comprar muita coisa, um ovo talvez!?

Também podemos utilizá-la com sentido figurado, a exemplo de valor comportamental, como em “A decência é moeda de pouco valor para alguns”. (Houaiss, 2009)

Na língua portuguesa, o termo moeda data desde o século XIII. A origem do nome MOEDA surgiu ainda antes de Cristo. Este termo está relacionado ao local onde o dinheiro era produzido em Roma, tratava-se de uma casa que ficava situada ao lado do templo da Deusa romana Juno.

Ela ganhou o epíteto de Juno Moneta por ser a protetora dos recursos financeiros. Mas, por que Moneta (que derivou moeda)? Tudo começou porque o escritor Lívio Andrônico, considerado o fundador da poesia épica romana, atribuiu o nome Moneta à Deusa Juno, devido a este episódio: certa vez, os gansos, que ficavam próximo ao templo da deusa, alertaram os romanos sobre a aproximação dos gauleses (povo celta que habitava a Gália, antigo país no território da França atual. Por extensão de sentido, indivíduo nascido na França).

Já que o verbo AVISAR, em Latim, é Monere (de onde vem também monitoramento) e pelos gansos terem avisado, supostamente, a Deusa Juno, ela ganhou esta adição ao seu nome: Moneta. Assim, temos “Moneta” que derivou o nome moeda. Ou seja, MOEDA vem de MONERE (avisar).

É daí que também se explica a origem do nome dinheiro, pois o referido templo ficava próximo ao local onde eram derretidos os denários (moedas romanas da Antiguidade que correspondiam ao valor de dez asses). O asse ou ás (as, em latim, cujo plural é asses) era uma moeda romana de bronze, que depois passou a ser de cobre, em circulação há época do império romano.

Portanto, dinheiro vem de Denário.





terça-feira, 3 de outubro de 2023

Plante sua árvore


Se você não quiser ficar na sombra de ninguém, você precisa plantar a sua árvore.

Por isso, é importante aproveitar a  oportunidade que a vida te dá de aprender.

Pode ser que amanhã, você precise pagar muito caro por uma informação que hoje te sai de graça, algo que o seu professor com carinho e profissionalismo preparou para você, ou até mesmo algum ensinamento de seus pais. Pode ser que amanhã, você não consiga passar em um concurso, que o seu sonhado emprego evaporou-se por uma entrevista mal sucedida, já que você não soube demonstrar segurança.

Tudo isso, porque você julga, na data de hoje, que aprender não é preciso. Que a escola ou a experiência dos mais velhos não te servem muito. Um futuro sem êxito pode ser fruto do seu desinteresse no agora, porque estudar, ler e observar a realidade parece ser chato, coisa de gente careta.

Resumindo, nunca desperdice a oportunidade de aprender, nunca é tarde. Todo mundo é bom em alguma coisa, invista naquilo que você gosta. Existe uma infinidade de oportunidades no mundo, acredite que com persistência, dedicação e paciência, você encontrará algo que te realize e te sustente. Para isso, caminhe na direção certa e se desvie daquilo que não te levará a nada, começando pelo "bestorol" que, propositalmente, te prendem ao mundo virtual e te transformam em mais um do grande grupo das massas.

É isso… não seja mais um!
Um feliz dia para você!

domingo, 17 de setembro de 2023

Posso confiar no ChatGPT?

 

Quero conversar com você que utiliza mecanismos de I.A (Inteligência Artificial) em seus estudos. Será que os dados fornecidos por esses “robôs” são confiáveis e seguros? Em pesquisas básicas, o nível de confiança neles é maior? Resumindo, posso confiar nos chats de Inteligência Artificial?

Recentemente, dado o grande sucesso do ChatGPT, resolvi fazer-lhe algumas perguntas, para testar a sua eficiência. Lembrando que esse Chat é uma espécie de chatbot on-line de inteligência artificial, desenvolvido pela OpenAI no ano passado (2022). 

Infelizmente, o chat me apresentou alguns dados equivocados. No vídeo abaixo, mostro o detalhamento como o ChatGPT me respondeu:



Observe que ao pedir “três exemplos de palavras com encontro consonantal e três palavras com dígrafo”, essa ferramenta de I.A apontou o primeiro equívoco, ao dizer que GATO possui dígrafo. Sabemos que não há dígrafo, uma vez que todas as letras possuem o seu próprio fonema. Em seguida, o mesmo Chat apresenta mais uma informação equivocada: “A palavra "gato" não é um exemplo de dígrafo. Trata-se de um encontro consonantal, em que as letras "g" e "t" representam dois sons consonantais distintos”. 

Piorou! Para o ChatGPT, GATO migrou para um caso de encontro consonantal. Como assim, se não há duas consoantes juntas? Perguntei-lhe novamente: Por que gato é um encontro consonantal, se o G e o T não estão juntos?

Como resposta, obtive: “Peço desculpas novamente, cometi outro equívoco. A palavra "gato" não é um exemplo de encontro consonantal nem de dígrafo. O "g" e o "t" em "gato" são consoantes independentes e não formam uma combinação especial. A palavra "gato" possui apenas consoantes isoladas. Sinto muito pela confusão causada e agradeço por apontar o erro novamente”.

De qualquer forma, o legal deles (ChatGPT), pelo menos, é o reconhecimento do erro. 

Percebe que utilizei a minha inteligência (humana) para ajudar a inteligência artificial? Uma vez que orientei o referido chat a identificar o erro. Mais uma vez, para testá-lo e saber se ele havia aprendido, refiz a pergunta: “Me dê três exemplos de dígrafo”. 

Mas, veja só o que ele respondeu: “Peço desculpas novamente pelo erro anterior. Aqui estão três exemplos corretos de palavras com dígrafos: Chave, Caminho e Fogo. Nesses exemplos, as letras "ch", "nh" e "go" representam dígrafos, pois combinam duas letras para produzir um único som”.

Ficou difícil. Parece haver um erro no algoritmo do ChatGPT, que insiste em apontar pelo menos um erro ao se listar exemplos de dígrafos. Em FOGO, contrariando esse chat, não há dígrafo e GO não é um dígrafo. Já "CH" (que tem som de “X”) e “NH” são dígrafos, portanto, os dois primeiros itens estão corretos.

O ChatGPT e os similares em I.A podem ser úteis para os seus estudos, mas é preciso ter certo conhecimento sobre aquilo que se pesquisa. Com os resultados em mãos, é preciso (ainda) verificá-los e lapidá-los. O que quero dizer é que as pesquisas dessa natureza, em chats de I.A, embora representem o caminho mais curto, não são ideais para quem está em fase de aprendizagem, em termos escolares, sob o risco de tomar erros como fatos verdadeiros. 

Há, ainda, o risco de se compartilhar inverdades por aí, a exemplo de subentender que consoantes separadas são casos de encontros consonantais, como vimos.  Suponho que esses chats catam o que está disponível na rede e não são capazes de distinguir dados verdadeiros de informações fakes.

Portanto, errar não pertence apenas à natureza humana. No mais, conto com sua inscrição e o seu like em meu canal no youtube:
https://youtube.com/playlist?list=PL5ljVNiOqmij6NlVe6gK2YvjEvSVhg3bO&si=gYKu3sBHwKdWRglD


Muito obrigado.


 Alan M. César
Professor, Escritor e
Doutor em Linguística.
youtube.com/@drdalingua


terça-feira, 5 de setembro de 2023

Pelé como Adjetivo

 

O nome Pelé se adjetivou! Para entender melhor esse processo, me diz uma coisa: você é um Pelé em alguma coisa? Se sim, deixe seu o seu comentário.

Como sabemos, Pelé é um substantivo, nome próprio e mundialmente famoso. Faz referência a Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, que nos deixou no final do ano passado, em dezembro de 2022. Graças a sua fama e por ser considerado o maior atleta de todos os tempos, Pelé ajudou, fortemente, o futebol brasileiro a alçar patamares invejáveis. E assim, por ser tão bom no que fazia, o seu nome virou sinônimo de qualidade, de algo superior. 

Esse conceito ajudou a criar metáforas que vão além dos gramados. Em outras palavras, por estar na língua do povo, Pelé virou verbete de dicionário. Pois é, o dicionário Michaelis oficializou o nome Pelé como adjetivo para definir algo que é extraordinário. Serve tanto para o masculino como para o feminino. Observe estes exemplos:

João Dhonatan é o Pelé do vôlei.

Maria Leilane é a Pelé dos musicais.

Ele/ela é o Pelé da física.

 

Observe que ao atribuir o adjetivo Pelé a uma pessoa, você está dizendo que ela é incomparável, única, excepcional, segundo o Michaelis. No entanto, há outras variedades que compreendem o uso do nome Pelé como uma pessoa “esperta”. Por exemplo:

Lump Seixus sentou no melhor lugar da plateia… é um Pelé!

É isso aí, no gramado, ninguém foi tão Pelé quanto Pelé. Fora dele, até com uma Rainha namorou:  Xuxa Meneguel. Ele partiu, mas eternizou o seu nome. Competiu com Jesus Cristo e com a Coca-Cola no rol da fama. Fez parar guerras e transformou o futebol em uma paixão nacional. 

No entanto, é possível, inclusive, que daqui a muitos e muitos anos, ainda seja utilizado (pelas futuras gerações) o nome Pelé para caracterizar as pessoas como extraordinárias ou espertas naquilo que fazem, ainda que não se saiba exatamente quem ele foi.  

Por hoje é só. Fica a nossa gratidão ao Rei Pelé por tudo o que ele fez pelo esporte brasileiro.



 

sábado, 19 de agosto de 2023

Carioca e Potiguar: além do lugar, significados...

Você já percebeu que quando estudamos as origens das palavras nos deparamos com frequência com algumas que foram batizadas/criadas pelos povos originários. E hoje trago aqui dois bons exemplos que identificam o local onde se mora.

A primeira delas é a palavra CARIOCA. Como sabemos, CARIOCA é a pessoa que nasce(u) ou habita na Capital do Rio de Janeiro. Só que, foneticamente, Rio de Janeiro e Carioca são palavras distintas, não são? Já pensou, Rio Janeirense? Então de onde vem este termo? Explicando de forma breve, CARIOCA foi o nome dado, pelos povos originários, a um riacho cujas águas foram canalizadas e começaram a desaguar na Baía de Guanabara, ou seja, em frente à “cidade maravilhosa”. Em outras palavras, CARIOCA vem do tupi-guarani, em que kari significa homem branco e oca, casa. Etimologicamente, temos: casa do homem branco. Ou seja, o percurso deste rio direcionava para onde? À moradia dos homens brancos.

Uma outra palavra com origem no tupi-guarani é a palavra POTIGUAR (potï'war). POTIGUAR é a pessoa natural ou habitante do Estado do Rio Grande do Norte, trata-se de um rio-grandense-do-norte. Em tupi, significa “Comedor de Camarão”. Novamente, etimologicamente, temos: potï > camarão e war > comedor.

Por aqui, no RN, dizem que os potiguaras (também conhecidos dessa forma) habitavam o litoral do Estado e faziam diversas receitas com camarões, por isso se autodenominavam assim, estendendo esse nome à região. E para falar a verdade, até hoje mantemos essa tradição. Camarão é o carro-chefe de nossa culinária. Se você não é aqui do RN, se vier e se não for alérgico, já sabe o que pedir, não?!

 

Alan M. César

Professor, Escritor e Doutor em Linguística.




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domingo, 9 de julho de 2023

Método para dizer NÃO

Como dizer não: segunda parte

Anteriormente, falei da liberdade em saber a hora certa de dizer NÃO. A maturidade em saber dizer NÃO pode representar a harmonia que você precisa para a sua vida. Pois ao fazer isso, você não compromete os afazeres que você já tem. Lembre-se de que ao dizer SIM, você está assumindo um compromisso! E se você diz SIM contra  a sua vontade, a sensação de quem o recebe é de ausência de gratidão. 

Por isso, existem métodos que podem tornar o uso do NÃO mais fácil. Com base no que tenho lido a respeito, considero a seguinte tríade a mais interessante: ELOGIAR + (2) NEGAR + (3) ESTIMULAR.

Vou explicar: vamos supor que você recebeu um convite para ir a um determinado evento, no qual você NÃO pode ir. O primeiro passo é (ELOGIAR), você recebe o pedido como algo legal, dizendo assim “que maravilha, fico feliz em vê-lo envolvido com esse ‘projeto, evento, causa etc…’”, fazendo isso, você valoriza a proposta recebida, mostrando que ela é, de certo modo, importante para você.

O segundo passo é o NEGAR. E isso não deve ser visto como algo deselegante. Diga que não pode ir, de forma objetiva e clara. Que no momento você está envolvido com outros compromissos pessoais. Não tente justificar. 


E o terceiro consiste em (ESTIMULAR): embora você NÃO possa se fazer presente, mas deseja sucesso a quem o convidou, mostrando-se interessado em saber os resultados do evento, da festa, ou como tal compromisso se passou.

Aplicando esse método, você parecerá sincero e quem o convidou, inclusive ele poderá até agradecê-lo pelos bons votos. Mas, atenção, na etapa dois, em que você deve dizer NÃO, cuidado para não tentar justificar. Ao tentar fazer isso, você está dando oportunidade para o outro tentar te encaixar de algum modo no evento (falo evento, mas pode ser uma reunião, um aniversário, um encontro religioso, mudar de setor no trabalho, algo que represente algum tipo de compromisso para você).

Tentar justificar o seu NÃO é abrir espaço para que o outro mude a data do evento ou encontre maneiras de te convencer, por isso que o seu NÃO deve ser simples e objetivo, se preciso, diga que no momento, tal convite ou tal proposta não se enquadra dentro dos seus propósitos. Tenha certeza que você ganhará respeito e não desafeto.

Dizer NÃO é fortalecer o seu SIM. O seu SIM no momento certo o tornará grande!

Nem sempre é possível dizer NÃO, quando isso ocorrer, tente fazer acordos. Em casa, por exemplo, se você precisar ir ao mercado, atribua a outra pessoa a missão de lavar a louça. Se for no trabalho, caso sua demanda esteja alta, busque dividi-la com alguém. Nada melhor do que o equilíbrio, não?

Espero que tenha gostado deste post e que essa informação te sirva de algum modo. Até a próxima.


Alan M. César
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segunda-feira, 19 de junho de 2023

Verbos de Movimento Transitivo

 Livro, de minha autoria, lançado pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte.


Apresentação do livro: 

Neste livro, apresento um exame a respeito da codificação semântico-sintática de eventos que ocorrem com verbos de movimento transitivo, com o objetivo de tratar da relação entre o tipo de evento expresso pela construção de movimento transitivo (CMT) e os esquemas cognitivos por ela acionados, partindo do conceito de que o verbo de movimento transitivo (VMT) é um predicador de dois ou três argumentos que implica o movimento de, pelo menos, uma entidade de um lugar a outro.

A partir da observação dos contextos de uso de construtos com esse tipo de verbo, proponho uma rede construcional hierárquica que acomode os diferentes padrões que podem instanciar a CMT, tendo em vista aspectos da configuração argumental dos VMT e dos esquemas cognitivos subjacentes a esses padrões.

A base teórica que fundamenta esta obra conjuga diversos pressupostos, advindos da Linguística Funcional Centrada no Uso (LFCU), da Linguística Cognitiva (LC) e da Gramática de Construções (GC). Como veremos, as categorias de análise adotadas dizem respeito, principalmente, à transitividade, aos papéis semânticos, à prototipicidade, à semântica de frames, aos esquemas imagéticos e às metáforas conceptuais.

Os dados que alicerçam esta obra foram coletados das seguintes fontes: o Corpus Discurso & Gramática, o Banco de Sentenças da Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN), o Banco de Dados do Programa de Estudos Sobre o Uso da Língua da UFRJ (Projeto PEUL) e textos disponíveis on-line em sites de revistas de ampla circulação. Os resultados obtidos – investigados por meio de natureza dedutiva, com caráter metodológico que parte de uma abordagem quali-quantitativa – comprovam a existência de um esquema construcional, o qual sanciona três subesquemas e sete microconstruções que, por sua vez, revelam noções de movimento causado, movimento percorrido e movimento associado, organizado sintaticamente como SUJEITO + VERBO + OBJETO DIRETO + (SP).

Por fim, a produção deste livro tem origem em tese defendida no ano de 2021, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.


Boa leitura!

Disponível para download em: https://www.uern.br/biblioteca/edicoesuern/default.asp?item=edicoes-uern-ebooks-2022

O cuidado com a palavra SIM

Não consegue negar os pedidos das pessoas, ainda que isso represente um sacrifício para você? É sobre isso que quero falar contigo!

Tenho certeza que você já se arrependeu algumas vezes por ter dado um SIM para alguém. E sabe por que isso aconteceu? Vamos pensar em alguns motivos: ao dizer SIM, você acaba de assumir uma responsabilidade. E se você for uma pessoa “de palavra”, você vai cumprir. Então, cuidado para quem você diz “sim”.


Quando você diz "sim", você contribui para a felicidade do outro, ele sorri e vai embora! Ele não vai te fazer nenhum questionamento! Agora, experimenta dar um não para ele, sem ponderar você vai ouvir um belo "por quê?". Lá vai você ter que dar justificativas, não é? E aí? Vale a pena deixar a sua vida de lado em função de realizar, por exemplo, as tarefas dos outros?

Quando você não está disponível e diz SIM, você está sendo desleal consigo mesmo, além de prejudicar seus próprios afazeres ou sua vida, seus compromissos, seu descanso, certamente você vai entregar ao outro algo ou até mesmo um produto desinteressante.

Dizer SIM para algo que você não tem interesse, ou não tenha tempo de ir, é gravíssimo. E as pessoas percebem… sabe por quê? Porque o seu desinteresse vai torná-lo uma pessoa ausente, seu corpo está lá, mas sua mente não: estarás em outro lugar, em seu local de interesse ou de preocupação. O que eu quero te mostrar é que o seu SIM vale muito, por isso só o diga se você for capaz de se conectar, de alguma forma, com aquilo que você está assumindo. Não diga SIM à toa, não caia em descrédito. Não há nada pior do que falar e não honrar!

O SIM é uma palavra fortíssima que tem poder. O SIM é afirmação, aprovação. É consentir algo a alguém, por isso o utilize para facilitar os seus caminhos e não para criar mais obstáculos para sua vida. Em outras palavras, o seu SIM pode ser negativo, ao passo que o seu NÃO pode ser positivo.

Para finalizar, comenta aí: o seu SIM já te trouxe algum tipo de problema? E que tal compartilhar este post com alguém que ama dar um SIM, em seus múltiplos sentidos.

Fico aguardando!

No post anterior, falo a primeira parte sobre o poder da palavra NÃO.


Dificuldade para dizer NÃO (Parte 1)

Bem-vindos! Hoje, o assunto é destinado a você que tem dificuldade de dizer NÃO: hoje, NÃO! Três letrinhas apenas e um poder incrível de mudar a sua vida. Quando você diz SIM, você automaticamente assume uma responsabilidade. Do outro lado, temos o NÃO. O NÃO é uma decisão! Na maioria das vezes, uma SOLUÇÃO! 

Quanto mais experiência de vida você tem, maior vai ser a sua clareza em dizer NÃO, sabe por que? Porque você não tem tempo a perder com convites, eventos, trabalhos ou projetos que apenas te desviam do seu caminho, sem falar em alguns compromissos que são desnecessários ou chatos. É terrível a sensação de estar perdendo tempo, não é? 



A experiência de vida aumenta a nossa percepção para sabermos o que nos agrada. Falar NÃO quando é preciso é um gesto singular, respeitoso com o próximo, porque o outro não vai ficar na expectativa e na angústia aguardando por uma resposta. Pois, como falei anteriormente, fazer algo que você não quer, porque não sabe dizer NÃO, é ser desonesto com você mesmo, além de correr o risco de estar ludibriando o outro. 

Pensar neste assunto, me levou a seguinte analogia: O “não” é semelhante a passos que te levam aonde queres! Para cada um NÃO, um PASSO! Para cada SIM, uma PARADA. Já pensou nisso? 

Talvez por isso seja necessário navegarmos em um mar de NÃOS para não atracarmos ou colidirmos em um “iSIMberg” . … Entendeu? 

É preciso que as pessoas entendam que assim como elas têm as suas prioridades, você também tem as suas. E, muitas vezes, é preciso que você se coloque em primeiro lugar, dizer NÃO é questão de saúde mental. Isso não quer dizer que você tem que sair por aí disparando negativas para todo mundo, de forma alguma, para algumas pessoas será necessário dar-lhes um SIM, em algum momento, por elas valerem ou merecerem o seu sacrifício. Até aí tudo certo! 

Mas, dizer SIM está muito mais para a exceção do que para a regra, pois, na maioria das vezes, um não, além de te fazer bem, também, pode fazer bem para o outro: fazer com que o outro saia da sua zona de conforto, que o outro ganhe autonomia e se torne independente. Neste momento, imagino que você tenha pensado em alguém que precise ouvir um NÃO seu. Alguém te sobrecarrega? Em casa, no trabalho, na amizade? Por aí vai… 

Para não me estender muito, no próximo conteúdo, na Parte 2, a gente continua com essa conversa. Lá vou te dar dicas preciosas de como dizer não. Aguardem…